Volto a escrever! Não que de fato tivesse parado mas, como a periodicidade não é muito regular, não andava com tempo ou saco para escrever meus pensamentos.
Fato é que passo semanas com a cabeça em branco. Apenas pensando em trabalho e na minha cama, com pausas periódicas dedicadas a minha namorada. Ah como essa palavra me soa bem : Namorada.
Os pensamentos que realmente me inspiram pra escrever realmente me abandonam, ficando por tempos sem aparecer, e quando aparecem são tantos que me confundem e cabo não escrevendo.Mas prometo acabar os textos começados e tentar manter o blog atualizando pra que o lê e me cobra (leia-se Márcia Buzalaf).
Mas o que me “obriga” a escrever hoje é a data.
Arrisco dizer a data mais comemorada, esperada, empolgada e detestada de todo o tempo desde que o tempo é tempo.
Ó Natal.
Que época bonita e feliz, onde todos se sentem mais inclinados a bondade e se doam aos que precisam.Os ricos dão comida, bebida e abrigo aos pobres, que no resto do ano não sentem fome, sede ou frio. As crianças mandam as cartinhas ao “Pai Natal” ( que é bem melhor que Papai Noel) esperando receber seus presentes esperados.Os adultos se empenham desde cedo da cozinha fazendo as deliciosas comidas natalinas que, depois de uma semana, se transformam nos quilos a mais e na paranóia de muitos.
E entro eu nessa data com todo meu “bom-humor” e digo a pessoas de bochechas rosadas que não gosto da data.
ÓÓÓ- diz o coro em espanto.
Realmente não gosto.
Não um desgostar...só um não me importar.Nem quando criança tinha muito apego ao natal. Nunca acreditei muito no Nicolau, talvez porque sempre desconfiava do meu tio saindo no meio da ceia e pegando uma chave com meu pai só pra eu ter a surpresa de um presente embaixo da árvore de casa.
Detesmo mesmo são das músicas natalinas.
Quer me deixar irritado?Ponha pra tocar um disco de natal com a Simone cantando!
Sem aquele clichê de data “corrompida comercialmente”, nem os devaneios católicos da data santa, acho que se o natal teve significado ele está a tempos perdido.
Os presentes, as comidas e bebidas hoje só representam um rito social com ar nostálgico.
Meras formalidades.
Sabe aquelas coisas que seus avós faziam, seus pais faziam e você se pega fazendo sem nem saber o porque?
Tá ai o natal!
E o tempo passa... e nada muda.
Lembra aquela que não tinha caído no post de aniversário?
É sempre no natal que ela cai! Vai ver é esse o motivo do não gostar. Talvez seu seja só um ranzinza querendo ser criança de novo pra ganhar presentes...
E caio eu no piegas desejando um bom natal pra quem gosta, e uma boa sorte pra quem não liga!